sexta-feira, 13 de julho de 2012

I Mostra Internacional de Cutelaria reúne artesãos nacionais e internacionais em São Paulo


Mais de cinqüenta expositores irão apresentar suas obras em evento inédito no Brasil.
Nos dias 14 e 15 de julho de 2012, São Paulo será palco da I Mostra Internacional de Cutelaria. O evento acontecerá no Club Homs e tem como objetivo disseminar a arte da confecção de facas e instrumentos de corte e colocar os conhecimentos e habilidades dos profissionais brasileiros em evidência no cenário internacional.
A Mostra será dividida em três setores com diferentes atividades e formatos. O primeiro e principal espaço concentrará os melhores do ramo da cutelaria artesanal e industrial e será o foco das atenções durante todo o evento. Estarão presentes mais de cinqüenta artesãos nacionais e internacionais, que irão expor suas peças e comercializá-las, além de empresas ligadas ao ramo.
Em um ambiente diferenciado haverá uma exposição histórica com a montagem de uma oficina, onde o público poderá apreciar os equipamentos e conhecer mais sobre essa arte milenar. Já no terceiro setor, os amantes da cutelaria irão conferir palestras, workshops e demonstrações de forja.
A confecção de instrumentos de corte é uma das mais antigas expressões de arte praticadas pelo homem. Essa arte que atravessa séculos chama-se cutelaria. No Brasil, o termo ainda é pouco utilizado. A palavra ‘cutelo’ significa instrumento cortante semicircular de ferro e vem do latim cultellu (faquinha), de onde provém também o termo ‘cutela’, que se refere à faca larga para Confira abaixo os principais lançamentos da I Mostra Internacional de Cutelaria:

              Faca criada por Alessandro Ciciliani
 Do tipo tantô, tem lâmina de aço damasco extraída de lingote importado. O diferencial fica por conta do revestimento de pele da espécie Víbora do Deserto. Tem aço inoxidável, Níquel-Prata e madeiras nacionais.
                Faca criada por Ismael Biegelmeier
Faca de caça feita em aço damasco e com empunhadura em madeira "Box Elder Burl" (estabilizado). Leve, funcional e versátil, pode ser utilizada para abrir e tirar o couro do animal.
                Espada criada por Pedro Luiz Loes
Espada em aço damasco com guarda forjada também em damasco. O destaque é a bainha em pele de arraia negra e o cabo em madeira estabilizada.
                Faca criada por Facundo Montenegro
Criada na Argentina é um modelo de faca fighter com cabo em marfim e lâmina em damasco turco.  Tem 33 cm de largura total.
                Faca criada por Kleber Reche Garcia
Facão Sorocabano feito de aço 1070. É um modelo característico da região e foi muito usado pelos tropeiros na época das feiras muares realizadas em Sorocaba.
                Faca criada por Silvana Mouzinho
Faca utilitária forjada em aço O1. Tem 4” de lâmina e 4” de empunhadura com talas em madrepérola, bolster em aço inox e pinos mosaico.
                Faca criada por Márcio D’Ávila
Faca gaúcha em aço carbono. Pode ser utilizada para churrasco e na cozinha em geral. É brasileira, mas tem grande influência mediterrânea.
                Faca criada por Valério Medeiros
Faca de campo com lâmina em aço carbono e cabo em chifre de cervo. Foi criada no Rio Grande do Sul e pode ser usada para diferentes necessidades, como lida campeira.
                Faca criada por Altino Lopes Filho
Do estilo skinner ou utilitária, é feita em latão e o cabo em Sucupira. Tem espaçadores em chifre de búfalo e lâminas fenólicas.
                Faca criada por Celso Luiz Fernandes
Faca modelo “Confederate Bowie”. Confeccionada em aço SAE 5160, tem guarda em aço SAE 1020 e empunhadura em Ipê. Destaque para a bainha em couro bovino.

sábado, 30 de junho de 2012

Abelhas sem ferrão são tema de dinâmica no Rural Show


Entre os tópicos abordados no Rural Show 2012 está a “Apicultura de abelhas sem ferrão”, com aproveitamento da vegetação nativa e polinização dos pomares, através da integração destas atividades.
Existem hoje, no Rio Grande do Sul, diversas espécies sem ferrão, e que podem ser capturadas facilmente. “Criarmos uma armadilha usando uma garrafa PET envolta em um saco plástico preto e com um furo na tampa, que recebe uma camada de cera. Ela é colocada em um local com sombra”, ensina o engenheiro agrônomo da Emater/RS – ASCAR, Mauro Tessari.
 Caixas para abelhas com ferrão     Na mesa, caixa para abelhas sem ferrão
 
 De acordo com o técnico agrícola da Emater/RS – ASCAR, Neimar Fonseca, as abelhas são atraídas para dentro e permanecem ali por até 60 dias, formando uma família. Depois são retiradas e colocadas em caixas específicas, nas quais fabricarão mel e só sairão para polinizar as flores e as árvores da propriedade.
Tessari salienta que a espécie sem ferrão é pouco aproveitada por causa da capacidade de produção limitada. “Uma caixa com abelhas com ferrão produz, em torno de, 40 quilos de mel por caixa. Já uma com as sem produz apenas 2 quilos”, destacou o engenheiro agrônomo da Emater/RS – ASCAR, Mauro Tessari, que completou: “No entanto, o mel possui qualidade extremamente superior”.
Saiba mais, assista o vídeo em: http://youtu.be/hob0jpBGdDo
Mais informações:
Este ano, o tema principal do Rural Show é “Dinâmicas, Negócios e Tecnologias – Valorizando a Agricultura Familiar e o Cooperativismo”. O evento é organizado pela Cooperativa Piá, Emater / ASCAR RS, Sicredi Pioneira e Prefeitura Municipal de Nova Petrópolis, e encerra no dia 1º de julho.
* Crédito das fotos: Mauro Stoffel

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Mosca-das-frutas – praga que ataca a cafeicultura


A cafeicultura é uma importante fonte de renda para a economia brasileira, participando na receita cambial, na transferência de renda aos outros setores da economia e gerando a formação de capital no setor agrícola do País. Durante todo o processo de produção, desde o plantio até a colheita, problemas fitossanitários ocorrem nos cultivos de café, entre os quais a praga mosca-das-frutas. O Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, uma unidade da Embrapa, empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), desenvolve pesquisas que contribuem para o controle de uma das pragas que atacam as lavouras cafeeiras. A mosca-das-frutas também ataca outras culturas como: manga, mamão, pitanga, goiaba, acerola, entre outros.
De acordo com o gerente-geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo, a mosca-das-frutas apresenta um ciclo de vida em que seu período larval se desenvolve especialmente no interior dos frutos, alimentando-se, em geral, de sua polpa. Esse inseto faz parte de um grupo de pragas da fruticultura mundial e ataca de forma secundária a cafeicultura. “O seu ataque provoca fermentação indesejável no fruto e como conseqüência traz prejuízos à qualidade do café”, explica.
As três principais espécies da mosca-das-frutas que atacam o café são Anastrepha fraterculus;  Anastrepha amita e Ceratitis capitata, que predomina na cafeicultura. A espécie C. capitata é a menor entre a mosca-das-frutas que ocorre na agricultura brasileira. É uma praga de clima tropical e subtropical. “Algumas espécies são mais invasoras e altamente colonizadoras, como a Ceratitis capitata, e outras têm distribuição restrita e baixa capacidade de se adaptar a novos ambientes, como a maioria das espécies das regiões temperadas, do gênero Ragholetis. As larvas do inseto são a porta de entrada para outros microorganismos e patógenos que provocam doenças no cafeeiro”, ressalta Bartholo.
Danos – Em regiões de clima quente como o Oeste da Bahia, o Sul e Cerrado de Minas Gerais, e principalmente em lavouras irrigadas, a presença das larvas consumindo a polpa do café aceleram a fase de grão cereja do fruto, passando este rapidamente para a fase de passa e seco. O ataque da mosca-das-frutas na polpa, além de prejudicar a qualidade da bebida, constitui foco de infecção. Pode, também, causar apodrecimento e queda dos frutos. Os períodos dos ataques coincidem com o período de maturação do café cereja.
Controle da mosca-das-frutas – Não é recomendável o uso de controle químico da mosca-das-frutas na cafeicultura. O método mais eficaz consiste no controle biológico, fazendo a avaliação das espécies de mosca-das-frutas e suas classificações, em cada região. A principal finalidade desse sistema de monitoramento é capturar as fêmeas que, no período que antecede o início da oviposição, precisam de grandes substâncias protéicas e carboidratos. Os machos também são coletados nas armadilhas.  Com esse método, insetos são capturados através do uso de armadilhas e também são coletados frutos contendo ovos e larvas que, posteriormente, seguem para análise.
As principais armadilhas usadas no Brasil são as seguintes: MacPhail – confeccionada em plástico ou vidro; biológica - confeccionada em plástico ou vidro e Pet – confeccionada a partir de recipientes de refrigerante de 2 litros. Todos os exemplos citados utilizam como atraente alimentar o melaço de cana-de-açúcar a 5-7% ou proteína hidrolisada de milho a 5%. O tempo de troca das armadilhas é de 7 a 10 dias, dependendo da época do ano. Deve-se evitar inseticida na calda colocada nas armadilhas.
Os modelos mencionados capturam tanto Ceratitis capitata como as espécies de Anastrepha. Com um manejo adequado da lavoura e o monitoramento das principais pragas, também conhecidas como pragas-chave, de cada região cafeeira, certamente a sustentabilidade da produção e do meio ambiente estão garantidos.
O Consórcio Pesquisa Café atua por meio de pesquisas desenvolvidas pelas entidades consorciadas que, no caso específico são: a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Embrapa Café.
Mais resultados das pesquisas sobre o controle da mosca-das-frutas no site da Epamig, ou acesse diretamente o link da circular técnica “Como controlar a mosca-das-frutas que ataca café cereja nas lavouras de Minas Gerais”.
Gerência de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café
Texto: Higor Sousa Silva (MTb 9684/DF) e Cristiane Vasconcelos (MTb 1639/CE)
Fone: (61) 3448-4566
Site: http://www.embrapa.br/cafe
http://www.consorciopesquisacafe.com.br/
Serviço de Atendimento ao Cidadão: http://sac.sapc.embrapa.br

Como passar uma empresa de pai para filho com sucesso?


Empresa de coaching dá dicas para uma sucessão tranquila e com resultados positivos pra toda a empresa
A tranquilidade e o sucesso de um processo de passagem da empresa para uma nova geração vai depender do relacionamento entre os herdeiros, e os problemas que existem normalmente são de comunicação, o que é relativamente fácil de resolver. Quem explica é Jose Luis Lopez, master franqueado para o Brasil da ActionCOACH, franquia mundial de coaching – treinamento para empresários -  que já melhorou a vida de mais de um milhão de empresas em todo o mundo.
Jose Luis revela: “muitas vezes o empresário cria sua empresa com o propósito de deixar aos filhos; e ele é um bom executivo, um bom empresário, mas não é um bom comunicador. Às vezes, o entrosamento entre a empresa, os herdeiros e o dono da empresa se rompe por causa disso: os próprios herdeiros não entendem a finalidade do negócio e não se apaixonam por ele”.
Confira as dicas do especialista para um processo tranquilo e satisfatório:
1.    É preciso fazer com que os herdeiros entendam os propósitos do negócio para que possam se apaixonar por ele como seus fundadores;
2.    É preciso entender se os herdeiros têm perfil ou quais herdeiros têm vocação para gerir o negócio, ou podem se apaixonar por ele – ter em mente que nem sempre os herdeiros são pessoas adequadas para a gestão do negócio é um passo decisivo no processo de sucessão;
3.    Quando os herdeiros são ainda jovens, é preciso trabalhar com eles, de forma profissional, o assunto gestão do tempo: um empresário precisa entender que dirigir uma empresa não significa abdicar de sua vida pessoal e social, isso pode ajudar e muito a tranquilizar jovens gestores;
4.    Não basta ser filho, sobrinho, neto etc., os novos gestores têm que entender de vendas, marketing, e precisam saber como dirigir a empresa. Conhecimento é fator determinante para que a sucessão não diminua a performance do negócio;
5.    O melhor é o empresário deixar o cargo de forma gradativa, planejando 1 ou 2 anos antes a transferência de poder de forma correta, evitando que a empresa passe por momentos difíceis e chegue inclusive à falência, o que muitas vezes é ligado de forma equivocada à chegada dos herdeiros ao poder.
Criada por Brad Sugars em 1993, a ActionCOACH nasceu para salvar empresas da falência e para ensinar empresários a trabalhar para seus negócios e ter mais tempo livre. O método da empresa é simples: com um diagnóstico bem feito é possível traçar um plano de trabalho cujo personagem central é o próprio dono do negócio, que fará as mudanças atuando, delegando tarefas e cobrando metas. A ActionCOACH acredita tanto no método que aplica, que pede apenas 17 semanas: se os resultados prometidos não forem atingidos, o trabalho continua a ser feito sem custo nenhum para o cliente, até que os objetivos sejam alcançados.
Informações e agendamentos:
INÉDITA COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA PARA REDES DE FRANQUIAS
Tels.: 11 5581-5658 / 2276-7112
Contato: Simone Bolletta – simone@ineditasp.com.br

Brasil tem Dia Nacional do Café: 24 de maio


Os brasileiros são tão apaixonados por café que esta bebida tem, desde 2005, uma data especial para ser comemorada: 24 de Maio, o Dia Nacional do Café, estabelecida pela Associação Brasileira das Indústrias de Café – ABIC. A data simboliza o início da colheita em grande parte das regiões cafeeiras e é celebrada por toda a cadeia produtiva e pela pesquisa. Para saber de resultados da área de pesquisa, leia matéria sobre as tecnologias da Embrapa Café e do Consórcio Pesquisa Café, cujo programa de pesquisa é coordenado pela Embrapa Café. As pesquisas do Consórcio Pesquisa Café contam com o apoio e o financiamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira – Funcafé, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa. Nesta data comemorativa, vamos lembrar algumas curiosidades sobre o café.
Maior produtor e exportador de café do mundo, o Brasil é também o segundo maior mercado consumidor, só superado pelos Estados Unidos. Dados da Organização Internacional do Café (OIC), mostram que na safra de 2011 o Brasil respondeu por 32% das exportações de café em grão no mundo. No mesmo ano, o consumo per capita foi o maior já registrado no Brasil: 4,88 kg de café torrado, quase 82 litros para cada brasileiro.  No mundo, é também a segunda bebida mais consumida, perdendo somente para a água. Além do tradicional café coado ou filtrado, há também o pingado, cortado, latte, expresso ou cappuccino, além das combinações geladas da bebida. As variações em aroma, sabor e qualidade fez com que o café brasileiro conquistasse cada vez mais consumidores.
Hoje o café é considerado benéfico à saúde. Segundo informações divulgadas no site da Abic, estudos mostram que o café pode atuar na prevenção do câncer de cólon e reto, doença de Parkinson e de Alzheimer, apatia e depressão, obesidade infantil, diabetes tipo II, cálculos biliares e câncer de fígado. Também aumenta o estado de vigília do cérebro, diminui a sonolência e funciona como um antioxidante natural. O café ajuda, ainda, a inibir a predisposição ao alcoolismo e contribui para o emagrecimento, uma vez que a ação estimulante da cafeína aumenta o consumo de energia e, consequentemente, o gasto calórico.
Uma das mais recentes pesquisas diz que o consumo de três xícaras de cafés, normal ou descafeinado, por dia reduz em 10% o risco de adultos entre os 50 e os 71 anos de idade adquirirem doenças cardio-vasculares e respiratórias, de AVC, de ferimentos, de diabetes ou de infecções. Os resultados foram publicados na revista médica New England Journal of Medicine nem 17 de maio. Confira aqui. 
O hábito nacional de internacional de tomar café está cada vez mais ligado a momentos especiais, de encontro de pessoas, de prazer e troca de ideias. Nada melhor do que comemorar a data com amigos e familiares, seja em casa, no trabalho ou em uma cafeteria. Então aproveite o Dia Nacional do Café para fazer um bom café em casa. A barista Sulayne Shiratori dá algumas dicas: “Para coar, derrame um fio de água sobre o pó de modo a manter um nível constante. Não é bom encher o coador até a boca, muito menos ficar mexendo o pó umedecido com uma colher. Importante que aqueça a garrafa térmica com água quente antes de passar o café e fazer o mesmo com as xícaras ao servir. Açúcar ou adoçante ficam a gosto. Depois de servido, o café mantém sua complexidade por até 5 minutos. Na garrafa térmica, o café fica gostoso por até 30 minutos. E esquentar café jamais”, explica.
Para saber mais sobre café, visite as páginas na internet da Embrapa Café e do Consórcio Pesquisa Café.
Tenham todos um excelente Dia do Café!
Gerência de Transferência de Tecnologia da Embrapa Café
Texto: Flávia Bessa – MTb 4469/DF 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Nossa Extraordinária Agricultura!


Prezado leitor, se há algo que você pode se orgulhar como cidadão brasileiro, é a nossa pujante e crescente produção agrícola.
Este fato é digno de honra e há alguns meses escrevi um artigo comentando sobre a inflação e a alimentação no Brasil.
Frisei que o governo federal é o principal responsável pelo alto custo dos alimentos porque seus impostos sobre a comida são os mais perversos e os mais altos do mundo. Mas, lamentavelmente nossa população está ébria do populismo oportunista das autoridades políticas, e a vida segue, com Dilma batendo recordes de popularidade.
Em 1972, a nossa produção agrícola anual era pouco superior a 30 milhões de toneladas de grãos e contávamos com cerca de 95 milhões de brasileiros. Decorridos quarenta anos, a nossa produção agrícola é acima de 160 milhões de toneladas e somos quase 200 milhões de habitantes.
Nestas quatro décadas, dobramos nossa população e simultaneamente mais que quintuplicamos nossa capacidade de produzir alimentos. Uau, que coisa incrível neste mundo tão recheado de más notícias!
E que satisfação indescritível comprovar que nossa produção de grãos, contribui também para melhorar o ambiente que vivemos e ajuda no combate a poluição. Parece mentira, mas é a mais pura realidade.
Hoje, temos no país, mais de 35 milhões de hectares de lavoura sendo conduzidos pela técnica de plantio direto. Esta tecnologia que iniciou em Rolândia, PR, no ano de 1972, pelas mãos do Sr. Herbert Rabbers, foi a que permitiu os excelentes resultados que agricultores de todos os rincões do país vêm obtendo. Só com plantio direto associado a sementes de ciclo mais precoce, é possível realizar três colheitas por ano na mesma área de terra. Só esta tecnologia permite produções acima de 10.000 kg de grãos/hectare/ano e pasmem sem danos ao ambiente e ao solo.
Muito pelo contrário, o plantio direto permite que o solo esteja sempre coberto de vegetação ou de palhada da cultura anterior que em perene transformação, gera matéria orgânica para alegria e júbilo das plantas. O solo tem vida, é melhorado colheita após colheita e os resultados são muito promissores.
Nossa moderna agricultura, com equipamentos e máquinas de alta tecnologia, colhe uma safra e vem semeando a próxima no mesmo dia. Nosso clima permite e o mundo clama por maior produção de grãos, por isso precisamos trabalhar e não perder tempo com questiúnculas de somenas importância.
No Brasil ainda possuímos extensas áreas de cerrado totalmente improdutivo que precisa ser domado, trabalhado, e transformado em lavouras rentáveis. Isto não é simples, mas estas ações trarão riquezas à nação brasileira e auxiliarão na diminuição da emissão de gases poluentes a nossa atmosfera. Está cientificamente comprovado que cerca de 500 kg de carbono por hectare são fixados ao solo por ano, quando se usa plantio direto. E isto é matéria orgânica!
Estou falando de produção em áreas improdutivas, com simultânea melhora das condições naturais dos solos, porque ocorre um brutal incremento de matéria orgânica e transformamos solos praticamente estéreis em solos produtivos.
E quanto mais se usa plantio direto menos se usa adubos químicos e mais melhoramos a qualidade das terras. As plantas crescem mais fortes e saudáveis e muito mais resistentes às pragas e às doenças.
A nossa alta produtividade agrícola é uma ação meritória de milhões de agricultores. Verdade seja dita! É graças ao trabalho destes brasileiros, ser hoje possível adquirir quatro vezes mais alimentos, com o mesmo dinheiro, do que à quatro décadas atrás. (apesar dos impostos vergonhosos sobre nossos alimentos).
Mas e o novo Código Florestal? Dilma Rousseff o sancionará ou o vetará?
Contas na ponta do lápis mostram que o veto pode custar ao país, algo próximo de CENTO E TRINTA BILHÕES DE REAIS/ANO. O mundo não pode prescindir de nossas safras cheias e nem os brasileiros desta alta produção que faz os preços acessíveis. Gente, nós precisamos de produção e nós temos terras e tecnologia! Temos milhões de hectares degradados, inférteis, improdutivos e precisamos urgentemente amenizar nossas muitas injustiças sociais.
Àqueles que consideram o veto de Dilma ao novo Código Florestal, como atitude benéfica ao país, recomendo que reflitam e estudem um pouco mais sobre tão palpitante tema. Vamos ser verdes, mas com coerência.
E parafraseando meu irmão mais velho, preciso reiterar que "meu povo perece porque lhe falta conhecimento."
Com carinho e orando pelo bem desta terra tão abençoada, deixo-lhes meu fraternal abraço
João Antonio Pagliosa
Eng. Agr. pela UFRRJ em 1972 e Servo de Deus a partir de 2007.
Curitiba, 20 de maio de 2012